2007/10/22

Onde

Hoje, já não teme a morte...
O esperar não me causa espécie...
Onde a ilusão perdeu-se no passado;
Onde a tristeza se sobrepôs a o hoje...

Onde..
Depois de um dia...
Já não preocupo-me em descobrir o que já sabe...
Já não tento ultrapassar ao tempo...
Já não mais me importa o alvorecer,
quando, tão somente me basta o crepúsculo...

Onde...
já não espero pelo vento...
Já não busco ao meu destino!
Já não procuro o amor perdido;
quando nem sequer me há possuído...

Quando nada mais quero, e tudo me pertence...
Quando a um todo me há , e nada preciso...
Não descobre-se quão efêmero é o passar dos
dias que a noite engole...

Onde...
Não se pode matar o que no tempo já morreu...
Não  se pode ressuscitar  o que no destino já
se ha apagado...
Não se pode prever o que nunca nos virá...

Não nos perdemos dentro a nossa própria solidão;
Não rompemos ao nosso seu silencio...
Não  interrompemos lagrimas a o que já partiu..
Não deixa-se sucumbir ao pranto...

Quando já não nos damos ao lamento;
nem ao desencontro do que se perdeu!...
Deixamos  nossos sonhos adormecidos, ao
repousar dos pensamentos...

Que, das palavras versadas, deixo-me rumar ao
 infinito dos meus devaneios...
Que dos encantos me deixo naufraga as  bordas
dos caminhos, as margens do tempo, nas dobras
do tempo!

Onde...
Aos recantos da esperança...
Ao esconder-se do olhar desvairado ...
Que dos sonhos os sentidos repousam-se...
Que da ilusão me desperto ao interminável de todos
Os dias..

Que me deixo levar ao momento fatal da espera...
Que os sonhos ainda tentam desvelar, nos desejos que
me consomem, dos anseios que me devoram...
Quão insano, fardo o destino, esse, que me arranca dos
braços da vida, dos abraços de um mágico instante..
Onde um dia, eu te perdi...

Escrito por ='| em 01:27:46 | Link permanente | Comments (0) |
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